Conectando Acervos e Gerações – CPF/SESC (agosto 2017)

GOMA-LACA é um núcleo de criação, pesquisa e difusão dedicado ao universo da música brasileira gravada em discos de 78 rpm. Em programas de rádio, rodas de escuta de discos, vídeos, exposições e shows, a radialista Biancamaria Binazzi e o produtor musical Ronaldo Evangelista procuram rastros da música de tradição popular na indústria do disco que acabava de nascer, promovendo o intercâmbio entre acervos e gerações.

Em dois encontros no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc em São Paulo a dupla apresenta a pesquisa que originou o repertório do disco Afrobrasilidades em 78 rpm, lançado em 2014. Além de entrevistas exclusivas realizadas com Vanja Orico e Inezita Barroso durante a realização do projeto, a dupla irá mostrar gravações originais em 78 rpm, programas de rádio apresentados por Almirante e manuscritos de Mário de Andrade e Heitor Villa-Lobos sobre temas gravados.

http://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/goma-laca-conectando-acervos-e-geracoes

 

 

Entrevista Cásper Líbero

Por: Marcela Schiavon, do Núcleo de Mídias Digitais / 13 de dezembro de 2017

Biancamaria Binazzi é formada em Rádio e Televisão pela Faculdade Cásper Líbero. Apaixonada pelo rádio e pela música brasileira, conta um pouco sobre sua formação e carreira inspiradoras.

Entrevista completa aqui.

“Tenho saudades de falar no microfone, ao vivo, todos os dias. Era uma adrenalina apaixonada. Acho que todos os casperianos e as casperianas que passaram pelo Jornal da Gazeta AM Universitária têm essa “coisa” com o rádio, que não dá para explicar. Neste ano, visitei a Cásper, e só de sentir o cheiro dos estúdios no quarto andar, voltei no tempo. Tempo bom!”

 

MS: Quais são as suas dicas aos estudantes de RTVI que querem trabalhar com o rádio?

BB: Experimentemos! O Rádio tem quase cem anos e ainda está querendo imitar a televisão e o jornal impresso. Precisamos aproveitar as possibilidades da escuta, e fazer o rádio contar o que o “visual” não conta. Se o Rádio é mensagem e expressão pelo som, o desafio, hoje, é nos apropriarmos dos recursos que o mundo digital nos dá para extrapolarmos a barreira das Frequências Moduladas e ocupar novas frequências. Temos as tecnologias a nosso favor. Agora, as distancias ficaram mais curtas, é possível gravar sons com o celular. Agora, o público está preparado (e faminto) para escutar produções sonoras na internet e pelo telefone. Aplicativos mil a serem desbravados. Sei que o mercado do Rádio convencional está desanimador, e são pouquíssimas as pessoas que conseguem fazer projetos inovadores em emissoras AM e FM. Trabalhar com rádio não significa trabalhar no Rádio. As portas estão abertas para quem quiser fazer rádio em outras plataformas. Por que não apresentar um projeto de rádio ou podcast para uma editora, um centro cultural, uma sala de cinema, ou uma loja, uma revista, um jornal, uma marca? (Entrevista completa aqui.)

 

Entrevista Revista Brasileiros: do fonógrafo à música digital

MARCELO PINHEIRO
Publicado em: 24/03/2017

Laboratório de Rádio Digital SESC SANTO AMARO 2017

– Pamonhas, Pamonhas, Pamonhas… – Um dia alguém falou que o som que vinha da kombi da pamonha era puro Rádio. De lá para cá, pensar nas infinitas (e ancestrais) possibilidades da comunicação pelo som virou um desafio que aumenta cada vez mais nossa vontade de fazer Rádio. Murray Schafer no artigo Rádio Radical já tinha matado a charada: O Rádio já existia muito antes de ter sido inventado.

Hoje quase tudo é som. Do apito da fábrica de tecido aos mais picantes furos jornalísticos, um bom audio vale mais do que qualquer delação. A voz das ruas. O canto do passarinho e o silêncio em extinção. Em tempos de sinais sonoros por todos os lados, nossas antenas buscam alguma sintonia. O Rádio nos conecta, seja no aparelinho de pilha, no celular, na internet ou no carro da pamonha. Nas entrelinhas do som, a intimidade.

Passados os deslumbres tecnológicos dos tempos de Roquette Pinto, é tempo de pensar o Rádio não mais como tecnologia, mas como mensagem, expressão, comunicação pelo som. Como bem disse o Bertold Brecht  na sua Teoria do Rádio em 1932  (e ainda atual), uma vez inventado o Rádio, é preciso inventar O QUE tocar no Rádio. O Rádio que comunica pela vibração sonora, pelo clima, pela palavra falada, pelo tom, pela troca. A voz do outro. Fantasia em companhia.

Se o Rádio é mensagem e expressão pelo som, o desafio agora é nos apropriarmos dos recursos que o mundo digital nos dá (e o auto-falante da pamonha também) para extrapolarmos a barreira das Frequências Moduladas e ocupar novas frequências. O Ar é livre, vamos ocupar! Vamos salpicar pelos ares nossas ideias, novas ideias. Experimentar. Fazer poema. Ouvir.  Vamos fertilizar os ares com  acalantos, gritos, novidades, conversas, conflitos, vontades, denúncias, mentiras, verdades. Arte. Realidade. O Rádio, A Rádio.

Para nos inspirar nessa jornada de Reinvenção do Rádio, selecionamos alguns pensamentos libertadores, desde os anos 30 até os tempos atuais. Rádio das ruas, das escolas, do poste, digital ou analógico, do whatssap, do youtube, do auto falante. O Rádio que foi avô da internet, e hoje é filho dela. Som cheio de vida e vontade (Biancamaria Binazzi).

http://reverbe.net/radiolab/

Entrevista com Danilo Brito (2004)

 

Revendo o passado: 2004. Ele tinha 19 e eu 20. Danilo acabava de ganhar primeiro lugar do prêmio Visa de Música Instrumental, e eu dava meus primeiros pulos no mundo do Rádio, lançando um Festival de Choro Na batuta do Gato na recém nascida Web Rádio do Centro Cultural São Paulo. Danilo Brito, o “Moleque atrevido”, chegou no estúdio de terno e tudo, acompanhando pelo soberano Zé Barbeiro e pela Mariza Ramos, minha madrinha de chorinho. Atrevido, disse que eu era muito nova para fazer rádio. O menino que começou a esmirilhar no bandolim aos 5 anos de idade me desmontou. Fizeram música ao vivo no estúdio, flutuamos. Reescutando o programa, me reencontro afobada e nervosa, sem saber o que fazer com aquela coisa gigante que estava nascendo no subsolo do CCSP. Enquanto eu falava sem respirar, o Danilo contava muito a vontade sobre seus mestres e descobertas sem soltar os dedos das cordas bandolim. A cada pausa, respiro, uma palinha para ilustrar a conversa. Me deu aula de Waldir Azevedo, Jacob, Manuel Andrade, rodas de choro, discos raros, São Paulo do choro. Desde lá, penso como seria perfeito se o Danilo tivesse um programa de rádio dele, contando e tocando. Agora, 13 anos depois, me reencontro com um barbudo trintão com mais três maravilhosos discos lançados e um bandolim cada vez mais iluminado de alma e precisão. Sábado vamos retomar aquele papo, agora menos ofegante.

Todos convidados, 24.06. na Oficina Cultural Casa Mário de Andrade. 15h. Grátis.

Teremos Bandolim, Danilo, Discos e Vitrola ***

Gira Disco: Dalva de Oliveira II

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Gira Disco: Dalva de Oliveira

Flyer Dalva 01
https://www.facebook.com/events/101140210461652/permalink/107651406477199/?action_history=[%7B%22surface%22%3A%22post_page%22%2C%22mechanism%22%3A%22surface%22%2C%22extra_data%22%3A[]%7D]

No último sábado dos meses de abril, maio e junho, a radialista Biancamaria Binazzi recebe músicos, pesquisadores, DJs e colecionadores de discos para uma audição conversada sobre discos de 78 rotações na sala de estar da Oficina Cultural Casa Mário de Andrade. Uma oportunidade única de reviver os chás musicais e saraus promovidos por Mário de Andrade em sua residência na Lopes Chaves.

Gira-Disco: Adilson Santos e o Arquivo Confraria do Chiado

Gira Disco_29 de abril 2017

Sábado, dia 29, tem reinauguração do ciclo Gira-Disco na Oficina Cultural Casa Mário de Andrade. Diretamente de Bebedouro-SP, o criador do Arquivo Confraria do Chiado, Adilson Santos, desembarca na sala de estar da casa do Mário de Andrade para colocar para girar algumas pepitas em goma-laca da sua coleção e contar histórias sobre a maior rede virtual de colecionadores, pesquisadores e interessados da música brasileira em 78 rpm. 29/04 15h Grátis!

Women’s Music Event – 17 e 18 de Março no CCSP

https://www.facebook.com/events/965118783618882/

https://www.facebook.com/events/965118783618882/

Gira-Disco (2016) Casa Mário de Andrade

Ciclo Gira-DIsco na Oficina Cultural Casa Mário de Andrade

Ciclo Gira-DIsco na Oficina Cultural Casa Mário de Andrade