Elsie Houston (1902-1943)

 

Elsie Houston por Flávio de Carvalho, 1933

Por que até hoje sabemos tão pouco sobre Elsie Houston? O que sabemos sobre as cantoras e musicólogas que viveram na mesma época de Carmen Miranda e Mário de Andrade?

Moderna, Modernista, Polêmica, Antropofágica, Musicóloga, Mãe. Ainda que cheia de mistérios e pontas para amarrar, a biografia da internacional Elsie está na história modernismo do Brasil, do surrealismo francês, das conquistas feministas, na escuta e atenção à música de tradição oral, na consolidação da indústria fonográfica, nos estudos de fonética e canto brasileiro. A história de Elsie também tem passagens pelo trotskismo no Brasil e conta sobre perseguições políticas na Era Vargas, racismo e desigualdades. Em um mundo entre guerras, Elsie foi embaixadora musical do Brasil na França e nos Estados Unidos.  Conheceu e conviveu com Pagu, Tarsila, Mary Pedrosa, Man Ray, Mário de Andrade, Tio Faustino, Hekel Tavares, Villa-Lobos, Benjamin Perét, Manuel Bandeira, Alan Lomax, que trazem, em suas produções, pistas sobre a imensa Elsie.

Elsie Houston foi uma entusiasta do canto brasileiro e das vozes das festas de rua, rodas e terreiros. Atenta ao que era silenciado pela indústria fonográfica e pelo racismo religioso, Elsie Houston teve um papel importante na divulgação da música brasileira e suas contradições na forma de artigos, conferências, programas de rádio, e principalmente, com seu canto livre. Aqui vai uma tentativa de salpicar passagens de uma vida eletrizante e obra gigantesca.

Para amplificar o mergulho e desfrute, visite também os podcasts, entrevistas, artigos.

por Biancamaria Binazzi.

 

           

Elsie transoceânica: cantos do povo de um lugar

Stella Parodi, Lilli Lehmann, Ninon Valin e Marguerite Béclard D’Harcourt

Elsie cantou pelo mundo em 14 línguas. Era interessada nos jeitos de cantar de cada povo de cada lugar, e em especial, cantadeiras e cantadores que escutava nas festas de rua, rodas e terreiros de seu país.

A filha de norte-americano com brasileira nasceu no Rio de Janeiro em 1902 e viveu na Alemanha, Argentina, França, Brasil e Estados Unidos. Começou a estudar canto lírico aos 15 anos, no Rio de Janeiro, com a italiana Stella Parodi, e em 1922 mudou-se para a Alemanha para ter aulas com a diva wagneriana Lilli Lehmann.

A sua principal mestra no canto lírico foi Ninon Vallin, com quem teve aulas em Buenos Aires em 1924 e, mais tarde, em Paris. Em 1927, se muda para a França para estudar canto e entra em contato com o maravilhoso mundo do surrealismo e das vanguardas artísticas. Conhece a etnomusicóloga Marguerite Béclard d’Harcourt, referência em cânticos indígenas da América do Sul, forte inspiração e incentivo para Elsie a viajar pelo Brasil pesquisando a música brasileira e suas origens. Em seus últimos anos de vida nos Estados Unidos, com toda essa bagagem sobre música das Américas,  Elsie teve um programa de Rádio, o Fiesta Pan Americana, em que cantava e explicava canções tradicionais de seu país, e também do Haiti, Cuba e Peru.

 

 

Rio de Janeiro, modernismo e música popular

As canções de Luciano Gallet

Festa (1.01.1929)

Ainda no Rio de Janeiro, em 1922 Elsie conhece via Stella Parodi o pianista, compositor e folclorista Luciano Gallet. Professor do Instituto Nacional de Música, foi um dos primeiros os compositores modernistas/nacionalistas a se empenhar em incorporar elementos da cultura musical popular ao universo da chamada música erudita. Gallet é autor dos cadernos de Canções Populares Brasileiras inaugurados em 1924 com uma série canções harmonizadas para voz e piano. Das suas harmonizações,  Elsie estreou, em 1926, Bambalelê e Taieiras no Teatro Casino. O compositor também harmonizou três canções escutadas em Montes Claros (MG) pela Mary Houston, irmã de Elise. A perdiz piou no campo, Ai que Coração e Fotorototó.

Apenas em janeiro de 1941, Elsie Houston gravaria em disco RCA Victor três harmonizações para piano e voz de Gallet: Bambalelê, Taieiras e Foi numa noite Calmosa (modinha carioca n.5)  acompanhada por Pablo Miguel ao piano.

 

 

 


 

 

Mexericos: Elsie em Cena

Antes de se mudar para a França, em 1926 Elsie se apresentou na peça Mexericos no Rio de Janeiro com a Companhia Tangará de Bailados, Canções e Cenas Brasileiras. Lá, atuou ao lado de nomes como Zé do Bambo, Luiz Peixoto, Hekel Tavares e a célebre comediante Alda Garrido, com quem teria aprendido a cantar o Aribu. Em 1930, Elsie grava esse “coco do Norte” nos estúdios da Columbia acompanhada por Gaó, Zezinho e Chaves, em arranjo sincopado para piano, cavaquinho e percussão assinado por ela.

Paris, Surrealismo, Vanguarda

Elsie viveu Paris em tempos de vanguarda. Influenciada pelas ebulições modernistas, que entortavam escalas fazendo soar o inconsciente, o transe e as”artes selvagens” das tradições culturais não europeias, Elsie cantou  Debussy, Satie, Stravinsky e ganhou o público francês interpretando Villa-Lobos, candomblé, coco e bumba-meu-boi.

Estrela no céu a lua nova: Villa-Lobos

Correio da Manhã, 29.01.1928

Uma das principais divulgadoras da obra vocal Villa-Lobos, se apresentou com Vera Janacopolus e a Orquestra Pasadeloup em noite histórica na Sala Gaveau em janeiro de 1928. Em 29 de janeiro, o Correio da Manhã publicou critica entusiasmada sobre a apresentação que dava a Paris uma ideia de produções brasileiras “ultra modernas, de grande valor orquestral e fonte puramente selvagem, não harmonizadas, mas symphonizadas em cacofonia Guarary”.

Villa-Lobos dedicou a Elsie três harmonizações de suas Canções Tipicas Brasileiras (1919): Nozani-ná, Xangô e Estrela do céu é lua nova. Em 1928, ainda na França, Elsie grava pela Gramophone Company, um disco com  Serestas do Villa (Realejo, Estrela do céu é lua nova, Desejo e Na Paz do outono) acompanhada por Lucilia Villa-Lobos ao piano.  Quando volta ao Brasil, Elsie estreia no Teatro Municipal de São Paulo interpretando a arrepiante Canção do Carreiro (Seresta n.8) com texto de Dora Vasconcelos e música do Villa-Lobos.

Em 1941 iria gravar em disco a Canção do Carreiro  nos Estados Unidos, acompanhada por Pablo Miguel ao piano. No mesmo ano, ela gravaria versão surrealista para o poema Berimbau, do amigo Manuel Bandeira, musicado por Jayme Ovalle.

 

Universidade: Cantos Populares do Brasil

Em maio de 1928,  Elsie Houston foi convidada a gravar seis canções brasileiras para os Archives de la Parole, laboratório experimental para estudos de fonética da Sorbonne coordenado pelo linguista Hubert Pernot com apoio da fábrica de discos Pathé. Acompanhada de violão, Elsie gravou Puxa o Melão, Sabiá, Estrela do Céu, Bambo do Bambu, Luar do Sertão, Tutu Marambá e Yaya Vancê quer morrer, que até onde sabemos, são os registros mais antigos da sua voz.

Gravações disponíveis no site da Biblioteca Nacional da França Gallica.Br.

Chants Populaires du Brésil, 1930

No mesmo ano, registrou em 78 rpm obras de Villa-Lobos pela Gramophone Company e foi convidada para apresentar um estudo no I Congresso de Artes Populares em Praga, promovido pelo Instituto de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. Embora não tenha participado do congresso, seu artigo “La musique, la danse et les cérémonies populaires du Brésil foi publicado em 1931. O artigo foi traduzido para o português e publicado em 1933 no jornal anti-fascista O Homem Livre, fundado por Mário Pedrosa (cunhado de Elsie) e Geraldo Ferraz. Interessada nos jeitos de cantar e rimar do Brasil, Elsie sabia que era impossível engaiolar na partitura as sutilezas inventivas da nossa música: “O melhor é ter isso no sangue”, dizia.

Dois anos depois, a convite de Pernot, lança o precioso Chants Populaires du Brésil editado pela “livraria orientalista Paul Geuthier” que inaugurava uma série sobre “Música de países longínquos”. O livro, que nunca foi lançado no Brasil em português, tem prefácio do musicólogo Philippe Stern e contém 42 canções brasileiras de diferentes gêneros apresentadas com notação musical e indicações sobre a pronúncia. Entre as canções, Elsie mostra temas de “makumba” aprendidos no Rio de Janeiro, emboladas e desafios escutados em suas viagens pelo nordeste, duas canções indígenas gravadas originalmente por Roquette Pinto em 1912 com indígenas do povo Haliti-Paresi no Mato Grosso, e claro, muitos temas populares que escutava no rádio e no disco, como as emboladas de Jararaca e as modinhas de Catulo da Paixão Cearense.

Amor Sublime: Benjamin Perét e macumba surrealista

Benjamin Perét por Paul Facchetti

Também em Paris, conheceu o polêmico poeta surrealista Benjamin Perét, com quem  se casou em 1927 e teve seu único filho, Geyser, em 1931. Um dos principais nomes da poesia surrealista ao lado de Andre Breton, Perét também foi um militante revolucionário ligado à esquerda trotskista. Quando o casal chegou ao Brasil para realizar uma série de viagens de pesquisa sobre as culturas indígenas e afro brasileiras, o Diário Nacional anunciava:

Entre a jovem cantora brasileira e o poeta francês, existem muitos traços comuns …um mesmo gosto inato pela independência e pela sinceridade, um mesmo horror pelos compromissos e pelas acomodações, um desejo ardente de espontaneidade e de pureza. Foi tudo isso que a levou a ser a primeira brasileira que, contrariando certos preconceitos, teve a audácia de consagrar todo o seu talento artístico à interpretação de nossas canções populares. Se a princípio não faltaram críticas à sua ousadia, é indiscutível que o seu exemplo não ficou perdido.” (Diário Nacional, 19.02.1929).

A Revista de Antropofagia dirigida por Oswald de Andrade também comemorava a chegada de Perét ao Brasil:

“Não nos esqueçamos que o surrealismo é um dos melhores movimentos pré-antropofágicos. A liberação do homem como tal, através do ditado do inconsciente e de turbulentas manifestações pessoais, foi sem dúvida, um dos mais empolgantes espetáculos para qualquer coração de antropófago que nestes últimos anos tenha acompanhado o desespero do civilizado. […]. Nunca antes soprara tão alto o desespero final dos cristianizados.Depois do surrealismo, só a antropofagia.Benjamin Péret […] é um antropófago que merece cauins de cacique.” (Revista de Antropofagia, 1.03.1929).

“Realizarei agora um dos maiores sonhos da minha vida. Vou ao Pará e ao Amazonas com o meu marido e, de lá, seguiremos pelo interior até o Mato Grosso, a fim de apanharmos flagrantes da vida dos índios, assunto que interessa extraordinariamente a civilização ocidental.” (Elsie Houston, Correio da Manhã, 21.02.1929).

Anti-católico, Peret tinha uma profunda admiração e interesse pelas religiões afrobrasileiras reconhecendo nelas, além de toda poesia, uma manifestação de resistência à opressão social. Entre 1930 e 1931, publicou uma série de artigos no Diário da Noite com descrições detalhadas sobre suas visitas a terreiros no Rio de Janeiro (GIUMBELLI 2015).

 

Correio da Manhã, 23.12.1931

Envolvida com a movimentação trotskista no Brasil (além do marido militante, foi cunhada de Mário Pedrosa e amiga próxima de Lívio Xavier, do grupo internacional Oposição de Esquerda no Brasil, a Liga Comunista), chegou a ser perseguida pelo governo provisório de Getúlio Vargas que expulsou Perét do país – por ser “elemento nocivo aos interesses da República” – em 1931, mesmo ano em que nascia o filho do casal, Geyser. Na época, Perét havia escrito um “perigoso” livro sobre João Cândido, o Almirante Negro, um marinheiro negro lider revolucionário na Revolta da Chibata contra os castigos corporais sofridos pelos marinheiros. O livro foi destruído pela polícia e seria uma das causas da expulsão de Perét do país.

 

 

Arquivo Mário de Andrade (Instituto de Estudos Brasileiros – IEB/USP)

Macumba

O Cruzeiro – 19 de abril de 1941

Tio Faustino: Arquivo pessoal Jacqueline Perét

Elsie buscava se aprofundar no conhecimento sobre o candomblé e umbanda e, num contexto de dura repressão policial, divulgava seus aprendizados não apenas no palco, mas também em artigos no jornal e, anos mais tarde, no rádio internacional. Nos terreiros do Rio de Janeiro, Elsie se interessava pela força da música sobre o corpo e o inconsciente reinterpretava os temas aprendidos nas apresentações musicais. No campo da “macumbaria”, seu maior mestre foi o babalorixá Tio Faustino, sambista e compositor reconhecido como o primeiro a levar para o disco e o rádio instrumentos como omelê. afoxé e agogô.

 

Logo ai voltar para o Brasil, em 1930 Elsie Houston faz uma sessão de gravações na Columbia e registra, entre outras músicas, um arranjo de sua autoria para o jongo Cadê minha Pomba Rola, acompanhada por Gaó, Zezinho, Jonas e Petit.

Em setembro de 1933 Elsie grava, em Paris, Berceuse Africanne, um acalanto negro (Nigue Nigue Ninhas) à capela pela Gramophone Company.

Pinçamos aqui as suas impressões sobre uma “Noite de Macumba” promovida em março de 1936 pela Rádio Tupi no programa “Cacique do Ar”. Na ocasião, estiveram no estúdio membros do terreiro do Pae Alufá “Macumbeiros de Irajá” cantando e tocando enquanto eram assistidos por “curiosos, diplomatas, parlamentares, jornalista, homens de negócios, senhoras e senhoritas” (O Cruzeiro 21 de Março de 1936).

 

O Cruzeiro 7.03.1936

 

Pae Alufá e os Macumbeiros de Irájá em gravação na Rádio Tupi ( O Cruzeiro, 21 de março de 1936)

Elsie Houston caricaturada pelo amigo modernista Flávio de Carvalho. O *Clube dos Artistas Modernos* foi um ponto de encontro de progressistas, anarquistas, boêmios e modernistas inquietos que se reuniam no salão de um prédio no Vale do Anhangabaú, que tinha bar e biblioteca, para discutir arte e política. Fundado em 1932 por Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti e Carlos Prado, foi um canto descolado da cidade que promovia festas, exposições, concertos e palestras em que se falava de arte e política. Encontros que muitas vezes acabavam em censura e polícia. foto: arquivo de Jacqueline Perét

 

Fiesta Pan Americana: Elsie nos EUA

Entre 1937 e 1943, separada de Perét, Elsie viveu em Nova York. Magnetizava o público em casas noturnas  ou grandes teatros cantando e tocando “voodoo songs” e “negro spirituals” à luz de velas. Em tempos de Segunda Guerra e Política da Boa Vizinhança, foi reconhecida como embaixatriz da música brasileira fazendo apresentações históricas em 1940 no Museu de Arte Moderna MoMA e em 1941 no estádio Watergate, onde cantou para 22 mil pessoas. Em seu programa de rádio “Fiesta Pan Americana” veiculado pela rádio NBC. tocava e falava sobre música tradicional das Américas para todo o continente.

Em 1938, recém chegada ao país, fascinou o público norteamericano cantando e tocando um jongo (É oro só) ao vivo no programa de rádio de Rudy Vallee (Royal Gelatin Hour 38-01-06).

 

 

O Globo 23/12/1937 (gentilmente cedido pelo pesquisador Flávio Silva, em memória)

 

 

Elsie Houston por Gilbert Chase: The InterAmerican monthly)junho de 1942

 

A Granfina, 1942

 

 

Fevereiro de 1943: despedidas

Expressiva, polêmica e intensa na música e na vida, Elsie morreu em 1943 no seu apartamento nos Estados Unidos.  No Brasil, amigos próximos publicaram  artigos, poemas e homenagens que revelam ainda mais sobre a presença de Elsie Houston e seu temperamento.

 

Toda Elsie era Música José Lins do Rego

A fantasia, a elegância e a própria agressividade da franqueza que muita gente não lhe perdoava 

Patrícia Galvão “Pagu”, Diário Carioca 18.04.1943

Seu jeito apaixonado de viver a levou

Mário de Andrade, Folha da Manhã (10.06.1943)

 

 

 

 

Para chegar mais perto: fontes e caminhos

Em CD:

A Feminilidade do Canto (FUNARTE/ Museu Afro-Brasil)

Queen of Brazilian Song (MARSTON)

Em livro:

ANDRADE,  Mário de. Ensaio sobre a Música Brasileira. São Paulo, Martins, 1974.

_________. “A pronúncia cantada e o problema do nasal brasileiro através dos disco. Inn: aspectos da música Brasileira São Paulo: Martins, 1991. 

BERTEVELLI, Isabel C. Dias. Elsie Houston (1902-1943), cantora e pesquisadora brasileira. Diss. Dissertação Mestre em Artes. Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de São Paulo, 2000.

BLICKSTEIN, Ed. e BENKO, Greg. Elsie Houston – Queen of Brazilian Song. Marston, 2003.

COLI, Jorge. Música Final: Mário de Andrade e sua coluna jornalística Mundo Musical. Centro de Memória Unicamp, 1998.

FLECHET, Anais. Carlos Nougué (trad). Madureira Chorou em Paris: A música Popular Brasileira na França do Séc XX. Edusp, 2017. 

GIUMBELLI, Emerson. Macumba Surrealista. Observações de Benjamin Péret em terreiros cariocas nos anos 1930. Estudos Históricos Rio de Janeiro, vol. 28, no 55, p. 87-107, janeiro-junho, 2015.

HOUSTON-PÉRET, Elsie. Chants Populaires du Brésil. Paris: Librairie Orientaliste Paul Geuthner, 1930.

_______________. Art populaire : travaux artistiques et scientifiques du 1er Congrès international des arts populaires, Prague, 1928, Paris, Éd. Duchartre, 1931.

LAGO do, Manuel Corrêa Aranha (org). O Boi no Telhado – Darius Milhaud e a música brasileira no modernismo francês. Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2012.

PÉRET, Benjamin. Amor sublime: ensaio e poesia. São Paulo: Brasiliense, 1985.

SEIGEL, Micol. Sound Legacy, Elsie Houston. Inn: Radano, Ronald e Tejumola Olaniyan (org) Audible Empire: Music, Global Politics, Critique (Refiguring American Music), Duke University Press, 2016.

_______, Untranslatable Elsie Houston. Inn: Uneven Encounters, Making Race and Nation in Brazil and the United States.Duke University Press, 2009.

TONI. Flávia Camargo.  A música brasileira e a cooperação intelectual no Congresso de Arte Popular em Praga 1928. Debates – Cadernos do Programa de Pós-Graduação em Música 17, 2016.

_______ (org). A Música Popular Brasileira na Vitrola de Mário de Andrade. São Paulo: Editora Senac, 2004.

VILLANOVA, Grégorie de (coord). Elsie Houston: a feminilidade do canto. Projeto integrado à exposição “Negras memórias. Memórias de negros”, do Museu Afro-Brasil. São Paulo: Atração fonográfica, 2003.

Na Internet

Marcelo Bonavides:Elsie Houston: 76 Anos de saudade, em As Estrelas que nunca se apagam (2019) .

Peter Oehlkers: Ends Her Live Elsie Houston (2004).

Discografia Brasileira.